Mesmo com espinhos elas exalam seu perfume e sua beleza....

Sabem encantar....
Despertam desejos...
Seduzem...
Atraem...
Conquistam...

Seja bem vindo ao meu Blog!

Apaixone-se!


terça-feira, 15 de março de 2011

Dia da Poesia

 Mensagem recebida por email, do meu amigo Eduardo Cordúla. Aproveitando... vou partilhar com vocês amigos blogueiros!






Querido Professor

A você vou escrever
Que se dedica tanto ao ensino
Agora deve saber 
Eu aluno já vi,
Já aprendi e já sei
Que em uma boa sala de aula todo mundo tira “cem”
Mas também, hoje em dia
Mais ninguém quer ir pra escola
Então nós já sabemos que no dia da prova 
Todo mundo passa cola
Várias vezes eu vejo
Pessoas que jogam fora uma oportunidade
Que já outras não têm
Seu futuro também vejo
Traficante de drogas,e se matarem alguém?
Enquanto lá no fundo do Brasil
Encontramos uma pessoa de bem
Que quer ir à escola
E um dia ser alguém
Pois então querido professor
Que se dedica tanto ao ensino
Nós dois temos esta crença
Que o aluno que estuda fará a diferença.


de Millena Dzazio de Oliveira
Carambeí - PR - por correio eletrônico





Para o professor!

Doador de conhecimento
Sua missão é ensinar
Almeja sempre um bom resultado
Quer ver seus alunos se formar 
O mediador! Que explica conteúdos
Dinamizador da sala de aula
Cria, inventa explora o pensamento
Dá exemplos para ver o crescimento
O ator da plateia na escola
Os discentes seus personagens
Todos têm seus objetivos
Linguagens diversas para a vida
Um mundo de oportunidades
Só o professor encaminha
Aprender é um desafio
Só você recebe o troféu
A vida sem essa figura
Fica escura, sem luz
Difícil ser conduzida
Obrigada a você professor!
Mestre da sabedoria!


de Maria de Fátima Lúcia Santana
Itarema - CE - por correio eletrônico

segunda-feira, 14 de março de 2011

Como Pedagoga e educadora resolvi deixar uma mensagem especial escrita por Paulo Freire  para homenagear um dia especial 

                                                                    O Dia da Escola" 




"Escola é...

o lugar onde se faz amigos

não se trata só de prédios, salas, quadros,

programas, horários, conceitos...

Escola é, sobretudo, gente,

gente que trabalha, que estuda,

que se alegra, se conhece, se estima.

O diretor é gente,

O coordenador é gente, o professor é gente,

o aluno é gente,

cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor

na medida em que cada um

se comporte como colega, amigo, irmão.

Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.

Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir

que não tem amizade a ninguém

nada de ser como o tijolo que forma a parede,

indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
 


é também criar laços de amizade,

é criar ambiente de camaradagem,

é conviver, é se ‘amarrar nela’!

Ora , é lógico...

numa escola assim vai ser fácil

estudar, trabalhar, crescer,

fazer amigos, educar-se,

ser feliz."


 Paulo Freire

domingo, 13 de março de 2011

Ela sabe tudo....


" ... Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.

Clarice Lispector

Nostalgia

sábado, 12 de março de 2011




"O destino une e separa as pessoas, mas, nenhuma força é tão grande para fazer esquecer pessoas, que por algum motivo um dia nos fizeram felizes". 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vida
Eu queria que não houvesse fronteiras,
Que o mundo me trouxesse a paz,
Que a vida fosse mais bondosa comigo.
Na verdade, gostaria que o tempo não existisse,
Que o amor fosse eterno.
Queria ser um facho de luz
E correr o espaço instantaneamente,
Estar ao lado de quem sinto necessidade
No momento certo e na hora exata.
Ah! Vida. Adoro você mesmo assim!
Sei que um dia, merecerei de ti
Sorte melhor para mim.
Quem sabe, ter Jesus ao meu lado!
Seria um grande fim.



Berwan Alcoforado

quinta-feira, 10 de março de 2011

POESIA QUE ALIMENTA NOSSA LUTA
Cora Coralina, quem é você?

Cora Coralina
Sou mulher como outra qualquer.
Venho do século passado
e trago comigo todas as idades.

Nasci numa rebaixa de serra
Entre serras e morros.
“Longe de todos os lugares”.
Numa cidade de onde levaram
o ouro e deixaram as pedras.

Junto a estas decorreram
a minha infância e adolescência.

Aos meus anseios respondiam
as escarpas agrestes.
E eu fechada dentro
da imensa serrania
que se azulava na distância
longínqua.

Numa ânsia de vida eu abria
O vôo nas asas impossíveis
do sonho.

Venho do século passado.
Pertenço a uma geração
ponte, entre a libertação
dos escravos e o trabalhador livre.
Entre a monarquia caída e a república
que se instalava.

Todo o ranço do passado era presente.
A brutalidade, a incompreensão, a ignorância, o carrancismo.
Os castigos corporais.
Nas casas. Nas escolas.
Nos quartéis e nas roças.
A criança não tinha vez,
Os adultos eram sádicos
aplicavam castigos humilhantes. 

Tive uma velha mestra que já
havia ensinado uma geração
antes da minha.
Os métodos de ensino eram
antiquados e aprendi as letras
em livros superados de que
ninguém mais fala.

Nunca os algarismos me
entraram no entendimento.
De certo pela pobreza que marcaria
Para sempre minha vida.
Precisei pouco dos números.

Sendo eu mais doméstica do
que intelectual,
não escrevo jamais de forma
consciente e racionada, e sim
impelida por um impulso incontrolável.
Sendo assim, tenho a
consciência de ser autêntica.

Nasci para escrever, mas, o meio,
o tempo, as criaturas e fatores
outros, contra-marcaram minha vida.

Sou mais doceira e cozinheira
Do que escritora, sendo a culinária
a mais nobre de todas as Artes:
objetiva, concreta, jamais abstrata
a que está ligada à vida e
à saúde humana.

Nunca recebi estímulos familiares para ser literata.
Sempre houve na família, senão uma
hostilidade, pelo menos uma reserva determinada
a essa minha tendência inata.
Talvez, por tudo isso e muito mais,
sinta dentro de mim, no fundo dos meus
reservatórios secretos, um vago desejo de analfabetismo.
Sobrevivi, me recompondo aos
bocados, à dura compreensão dos
rígidos preconceitos do passado.

Preconceitos de classe.
Preconceitos de cor e de família.
Preconceitos econômicos.
Férreos preconceitos sociais.

A escola da vida me suplementou
as deficiências da escola primária
que outras o destino não me deu. 

Foi assim que cheguei a este livro
Sem referências a mencionar.

Nenhum primeiro prêmio.
Nenhum segundo lugar.

Nem Menção Honrosa.
Nenhuma Láurea.

Apenas a autenticidade da minha
poesia arrancada aos pedaços
do fundo da minha sensibilidade,
e este anseio:
procuro superar todos os dias
Minha própria personalidade
renovada,
despedaçando dentro de mim
tudo que é velho e morto.

Luta, a palavra vibrante
que levanta os fracos
e determina os fortes.

Quem sentirá a Vida
destas páginas...
Gerações que hão de vir
de gerações que vão nascer.